Como se dá a aprendizagem de surdoscegos....
Analisando documentário:"As Borboletasde zagosky"
A resposta é a letra “c”.Zona de Desenvolvimento Proximal. Porque, a personagem surda e cega, conseguiu com a colaboração e orientação do esposo, resolver certo conjunto de problemas tornando independente. A distancia que medeia entre um nível de desenvolvimento da pessoa, determinado pela sua capacidade atual de resolver problemas individualmente e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da resolução de problemas sob a orientação de adultos em colaboração com os pares mais capazes. Tecnologia assistiva É uma ampla gama de equipamentos, serviços. Estratégias e práticas concebidas e aplicadas para minorar os problemas encontrados pelos indivíduos com deficiência, bem como os serviços transdisciplinares envolvendo profissionais de diversas áreas fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudióloga, educação, psicóloga, engenharia etc. A tecnologia assistiva visa melhorar funcionalidade de pessoas com deficiência. A E.E.Arthur Berganholi,onde atuo,teve que se organizar fazendo uso da tecnologia assistiva (rampas, adequação de 2 banheiros para assistir os alunos com (NEES) computador do positivo, bem como temos um grupo de voluntários, nossos parceiros, como o CRÁS”, a “APAE”, psicólogos e fonoaudiólogo, que faz a triagem nos alunos aos sábados e domingos, quando necessário (rede de apoio). Deficiência Auditiva ou Surdez: A aprendizagem tardia de uma língua, como é o caso de muitos surdos, na realidade, poucas crianças surdas têm oportunidade de convívio com a cultura surda desde a mais tenra idade. Segundo Fernandes (2000), a dificuldade ao acesso a LIBRAS de forma natural e constante por aqueles que só convivem que aprendem a LIBRAS na adolescência como foi o caso da aluna surda de 13anos, a qual freqüenta a sala de recursos. Essa aluna enfrenta sérios problemas numa escola regular, onde nenhum professor faz o uso da língua de Sinais. A maioria dos professores não conhece o povo surdo, ficando com receio e apreensão, sem saber relacionar-se. Para melhorar sua comunicação foi introduzido o alfabeto, relacionando-se as letras a palavras do universo, exemplo: nomes, objetos da sala de aula, brinquedos, frutas, desenhos. A leitura se dá de forma simultânea, através de dicas visuais, aprendizagens motoras, verbais, comunicação gestual, modelos e figuras. “Como no filme “As borboletas de Zagorsk”, há uma necessidade, em realizar o contato físico, com essa aluna para auxiliá-la na compreensão de uma tarefa. A leitura se processa de forma simultânea, as palavras vão sendo memorizadas devido à ausência de imagens acústicas que lhes dão significados. Sabemos que o mecanismo da alfabetização das pessoas surdas, independe do processo de ensino da estrutura da língua, É repassada a instrução através de dicas no modelo e na figura,Há uma aceitação boa por aqueles que convivem com ela na escola onde há o atendimento especializado, no turno inverso ao de sua escolaridade. Sua integração é um processo dinâmico possibilitando –a interagir,conviver e comunicar-se com outras pessoas.Essa integração pressupõe atitudes de cooperação e reciprocidade..Relaciona-se melhor com o mundo através de suas interações com os outros,apresenta melhor entendimento com as pessoas que trabalham com ela na sala de recursos.É muito prestativa,e autêntica,identifica-se com os trabalhos de artes plásticas e cênicas.Participa sempre de trabalhos em grupos ou com pequenas equipe.Um dos nossos desafios é explicar e superar muitas das dificuldades que essa aluna apresenta. A integração do aluno surdo é um desafio que deve ser enfrentado com coragem, determinação e segurança. A decisão de encaminhar um aluno para a classe de ensino regular deve ser fruto de um criterioso processo de avaliação. Finalmente, deve-se ter clareza que essa integração não passa exclusivamente pela sua colocação na turma com crianças ouvintes. A verdadeira integração implica em reciprocidade. A criança surda poderá iniciar seu processo de integração na família, na vizinhança, na comunidade, participando de atividades sócio-recreativas, culturais ou religiosas com crianças e adultos "ouvintes" e dar continuidade a esse processo na escola especial ou regular, de acordo com suas necessidades especiais. Garantir ao aluno surdo um processo de escolarização de qualidade é fator fundamental para sua integração plena. Assumir a identidade surda é ainda um processo complexo para muitos surdos, pois isso significa assumir a própria condição de surdez e o compromisso de pertencer a um grupo minoritário e, infelizmente, ainda muito discriminado.
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